segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Encontro Marcado com Transtorno Afetivo Bipolar



Convidado: Alexandre Fiuza

Eidi
Alexandre,
defina para nós a diferença entre Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno Obsessivo Compulsivo.

30 jan
Marcelo
- Vc está na medicação? Até quando?- Vc faz psicoterapia?- Vc sofre preconceitos (''...ah, tá se fazendo coitadinho...'')? - Vc teve períodos forte de mania?

30 jan
ॐJéssιсα
Boa Noite,
O Transtorno Afetivo Bipolar tem diferentes níveis de intensidade(se a intensidade vai de pessoa para pessoa, se melhora ou piora com o tempo, essas coisas..)?A pessoa já nasce com o Transtorno Afetivo Bipolar ou o adquire ao longo do tempo?É para o resto da vida ou tem cura?

30 jan
Alexandre
Eidi
Vamos ao Toc,...O que é o TOC e quais são os seus sintomas? O TOC é um transtorno mental entre os chamados transtornos de ansiedade. Manifesta-se sob a forma de alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preo¬cupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Sua característica principal é a presença de obsessões: pensamentos, imagens ou impulsos que invadem a mente e que são acompanhados de ansiedade ou desconforto, e das compulsões ou rituais: comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, realizados para reduzir a aflição que acompanha as obsessões. Dentre as obsessões mais comuns estão a preocupação excessiva com limpeza (obsessão) que é seguida de lavagens repetidas (compulsão). Um outro exemplo são as dúvidas (obsessão), que são seguidas de verificações (compulsão).

30 jan
Alexandre
Ainda Eidi
Transtorno Afetivo Bipolar (Bipolaridade)Podemos dizer, de maneira simples, que a bipolaridade tem duas facetas principais. Há dois lados que, por mais que sejam antagônicos, estão presentes no mesmo indivíduo.Como a própria palavra diz, existem dois pólos e, como são opostos, forma-se o antagonismo. Um deles é a Depressão; o outro, a Mania. Depressão já se ouviu falar e sabe-se muito. Mas o que vem a ser mania? Conforme a definição da Enciclopédia e do Dicionário – Koogan/Houaiss (1997):Mania – s.f. / Psicopatol; Estado de super excitação do psiquismo, caracterizado por exaltação do temperamento e desencadeamento de impulsos instintivos e afetivos.Os dois pólos influenciam, de maneira marcante, as características de personalidade de nós bipolares, criando uma visão particular do mundo.

30 jan
Pescador
Você chegou a “surtar” em algum ápice da doença?Na sua cidade existem grupos de ajuda mútua neste sentido? Se existem, são secretos?

30 jan
Alexandre
Marcelo
Sim tomo Lítio(regulador de humor) e Neoleptil (antipsicótico). A princípio, pensamos nos remédios como sendo muletas; mas existem doenças, como as cardíacas e a diabetes, que geram dependência eterna a seus portadores.Nosso processo, é ocasionado por necessidades químicas de nosso cérebro. Será que seria inteligente da nossa parte nos torturarmos se existem tratamentos disponíveis para termos uma vida praticamente normal? Tomo e ponto final.Atualmente não estou fazendo PsicoQuando comecei a escrever o livro, a primeira reação de minha filha mais velha foi dizer:“Pai, não tô gostando nada desta idéia. Não quero que nossa vida fique exposta. As pessoas irão saber o que aconteceu...”.Minha mais nova, sem saber a opinião da irmã, disse:“Ih, pai... vô pagar mó mico na escola”.É. O preconceito é um problema real com que o bipolar e a família têm de conviver. Mas sinceramente pra mim isso tudo é bobagem...Sim minhas manias me levaram a ficar internado duas vezes.

30 jan
Lana
Alexandre
já nos conhecemos de outra comunidade, o provblema é que fui diagn´soticada, com THB, mas entro em paranóia, já retirei meu perfil, por isso saí das comunidades e consequentemente, perdi amigos, o que é isso? Brgiuie numa comudade com pessoas que nem conheço, paseia teastedo de louca, será que tabmém tenho dsitimia?

30 jan
Alexandre
Gente antes de responder ao Pescador gostaria de dizer que quando tratados temos uma vida normal e talvez vcs não entendam o q direi agora, mas se me fosse permitido escolher nascer ou não bipolar eu diria sem nenhuma dúvida q preferia ser bipolar. A minha visão de mundo moldada pela bipolaridade me traz um diferencial das ditas pessoas “normais” como disse Rubens Alves:

30 jan
Alexandre
Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto devista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros eobras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, ittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzscheficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh (BIPOLAR)Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suavedepressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado;Sendo assim prefiro ser louco.

30 jan
Alexandre
Jessica
JéssicaA literatura médica Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM) já há mais de 10 anos, reconhece somente os tipos I e II, entretanto, os pesquisadores estão ampliando os conceitos e os tipos da bipolaridade. Já se fala em Transtornos do Espectro Bipolar e, de acordo com abordagem mais recente, existem quatro tipos de transtorno bipolar, que se caracterizam basicamente pela intensidade em que ocorre a alteração do humor. Em meu livro detalho cada tipo.Sim, já nascemos com o transtorno. Cura, não. Tratamento.

30 jan
Alexandre
Pescador
Pescador deixa eu dar uma risada aqui....Sua pergunta é muito boa, grupos secretos.....Participo de um grupo sim, mas não é secreto, mas claro o q comentamos ali fica entre nós.Tive dois surtos brabos, que me levaram a ficar internado.

31 jan
Alexandre
Olá Lana
Sabe Lana sei q sua luta não é fácil...No meu caso me aceitar e aprender até a mudar meu enfoque sobre o transtorno é q fez o diferencial em minha vida.

31 jan
Pescador
Peraí. Você nasceu Bipolar? Eu sempre imaginei que ela aparecia por determindos motivos, não que viesse de nascensa.A dos grupos, é que na minha cidade tem e é deste tipo... na hora eu também achei esquisito, mas vá saber se era regra... hehehe.Mesmo com os remédios controlados, existem picos da doença?Você disse que mudou sua postura de visão depois dela, já ouvi falar que pessoas com doenças mentais são mais abertas até mesmo filosoficamente (ou espiritualmente, sei lá).Você já pensou em procurar respostas espiritualistas ao seu problema?Quais as diferenças básicas que você encontra em uma pessoa com problemas deste tipo e as que não possuem estes transtornos? No dia a dia...

31 jan
MIRA
PONDERADOR
Obrigada por ter prestado atenção em mim!!esse tópico está mais parecido comigo,alías a bipolaridade já faz parte de mim faz tempo,e parece aquí que o pessoal está participando mais,se vc permitir ,gostaria de participar aquí, e já tem uns amigos do meu tópico que vc abriu.Um grande abraço e fique na paz de jesus!!bjs!!!MIRA

31 jan
Deyvson Lv99
Ficar balançando pra trás e para frente qd ansioso e esfregando as mãos na perna pode se encaixar nisso?

31 jan
Lana
ALEXANDRE
saí de uma comunidade de bipolares, proque estava cansada de falar coisas bonitas, de colocar máscaras, ter que ter sempre um apalavrade conforto, sendo em que há dias, não nos aguentamso nem a nós mesmos, acho que dentro do nosso grupo, não nos aceitamos, porque é muito díficil ver em outra pessoa nossos "defeitos" aquilo que achamos que não está certo.

31 jan
Jorge
ALEXANDRE
Conheço uma pessoa com uma mudança de personalidade que na minha opinião é muito brusca.Mas ela não se alterna de depressiva para exaltada.Simplesmente,tem dias que ela parece ser uma pessoa e em outros dias parece ser outra.As vezes parece que você conversou com várias pessoas durante 1 mês.Posso dizer que uma mudança mais frequente dela é ficar irritada facilmente com qualquer coisa,em outro dia torna-se uma pessoa alegre e afetiva.Seria isso um tipo transtorno bipolar?Mas reeintero que ela não alterna de depressiva para exaltada.Um abraço,felicidades.

31 jan
Alan
saudaçoes
Alexandre, desculpe forçar essa reflexão, mas mesmo sabendo que o lítio encurta a sua vida vc optaria em nascer novamente com esse distúrbio?essa doença é muito frustrante para quem vive com alguém assim. eu tenho uma certa bagagem, pois minha ex sogra tinha uma bipolaridade fortíssima e a medicaçao dá lapsos de memória e o cuidado e a paciencia com alguém nesse estado deve ser infinita.nao adianta forçar um deprimido a ficar de bem com a vida, pois essas palavras sao facilmente absorvidas e esquecidas, ele nao tem medida, nao sabe como sentir. tem que haver um preparo de toda a família para entender como é extenuante esse mal.vc tem opçao de espiritualidade? vc acha que essa doença, a seu ver é um grave mal espiritual?eu tenho em minha concepçao que é sim. que as vibraçoes de um doente desse tipo sao pesadíssimas e sugam a vitalidade de quem está a sua volta. creio que além de preparo psiquiátrico, deve ter como complemento um apoio espiritual. o que vc acha disso?

Kelly
Uma pessoa com transtorno bipolar pode ficar a vida toda (ou sei lá, 20 anos seguidos) no estado de depressão?Ou pode ficar a vida toda no estado de mania?Mesmo assim, ela se encaixaria nesse diagnóstico médico?

31 jan
Alexandre
Pesadíssimas Vibrações?
"Se ser 'louco' é ser idealista como Platão, temperamental como Van Gogh, melancólico como Tchaikovsky, intenso como Chopin, precoce como Mozart, inovador como Júlio Verne, criativo como Chaplin, histérico como Fernando Pessoa, instigante como Agatha Christie, inconseqüente como Axl Rose, dramático como Jim Carrey, corajoso como Winston Churchill, intempestiva como Maria Caldas, nebuloso como Renato Russo, desregrado como Cazuza, trágico como Kurt Cobain, cativante como Robin Williams...se ser louco é ter o que dizem 'ser sentimentos fortes', intensos... então escolho a loucura. Fico ao lado dos grandes gênios, cada um em sua arte, profissão, vida, mas ainda assim, gênios. Prefiro ser essa contradição em pessoa, ora morrendo, ora vivendo, ora batendo, ora apanhando de mim mesma. Junto-me aos loucos para não ser como os 'normais', rotineiros, acomodados, sem sal, sem tempero, que baixam as cabeças, medrosos, previsíveis. Junto-me ao meu já amigo Albert Einstein, esse sim, um louco revolucionário...dentre outros. Na verdade, sou um pouco de todos. Todos tem um pouco de mim. Nós temos algo em comum. Loucura? Não. Somos todos BIPOLARES mesmo"...Ana Paula Justino, Bipolar e possuidora das levíssimas vibrações...

31 jan
Alexandre
Grande Pescador
Nascemos bipolares sim, o q as vezes ocorria era q principalmente antigamente, como as pessoas tinham uma vida mais calma, dependendo do TIPO de bipolaridade talvez o transtorno não tenha se manifestado durante o curso da vida de alguns portadores. Mas em nossa sociedade cada vez mais eletrizada e cheia de gatilhos (este é o termo para o q ocasiona o surto), dificilmente ele não aparecerá se a pessoa não tiver fazendo uso do medicamento.Existem riscos de pico sim, mas bem mais amenos.Esta questão filosófica é forte sim, eu sempre digo, nada é feio depende da maneira q olhamos. Ex:Mesmo as depressões me fizeram me interiorizar mais, me conhecer mais, saber meus limites e usar de empatia com outros, olhando deste prisma sou uma pessoa melhor do q antes da depressão Isso q direi é meio genérico, mas,.... acho q o uso do medicamento e alguns hábitos e rituais diários. excluir

31 jan
Alexandre
Deyvson
Devemos ter em mente q variações do humor todos os seres humanos têm. O q difere em nós bipolares é q elas são mais intensas e fora dos padrões de normalidade.Chamaria seu relato de uma exteriorização maior de sua ansiedade, não de algum distúrbio.

31 jan
Alexandre
Jorge
Como já disse em outra resposta todos os seres humanos têm variações de humor. O q difere em nós bipolares é q elas são mais intensas e fora dos padrões de normalidade.Minha sugestão é q ela procure um psiquiatra, não pq ache q ela tenha o transtorno, mas pq se ela realmente portar será muito positivo o tratamento pra ela. Esta é uma outra questão complicada: IR AO PSIQUIATRA. A primeira reação é a pessoa achar q esta sendo chamada de louca,.... rs Isso é uma bobagem gente,.... será q é melhor passar a vida toda sofrendo com um desajuste ou procurar levar uma vida legal por saber q falta talvez uma química e precisa ser administrada no organismo? Me sinto um privilegiado em nascer numa época e q posso dispor de tais ajudas e ter uma vida feliz e repleta. Mesmo q me chamem de louco “mais louco é quem me diz,.... e não é feliz!!!!”

31 jan
Alexandre
Alan
Gostaria se possível q vc me fornecesse o ensaio ou tratado cientifico q diz q o lítio encurta a vida. Sério eu tomo lítio por opção hj existem muitos outros reguladores de humor q podem ser administrados no lugar do lítio. Mas sinceramente acho q este tipo de comentário não muito responsável, já que o lítio tem SALVO muitas vidas, muitos suicídios são evitados por se administrar lítio.Como disse em entrevista do Dr Drauzio Varella com Dr Valentim Gentil Filho, médico e professor de Psiquiatria na Universidade de São PauloDRAUZIO – “Que opções você me ofereceria se, na situação de Van Gogh, eu preferisse continuar pintando quadros magníficos, apesar dos inconvenientes das crises, a ser tratado e perder a inspiração?”

31 jan
Alexandre
VALENTIM – “Eu lhe ofereceria minha amizade e compaixão. Foi o que fez o Dr. Gachet, grande pintor e médico de Van Gogh, que só contava com Digitallis para cuidar do amigo. Dizem até que Van Gogh usou tanto o amarelo em suas obras porque tomou esse remédio em demasia.Vale considerar que o Dr. Gachet não tinha outra opção de tratamento naquela época e o resultado foi a perda de um grande gênio. Hoje, no entanto, ele poderia propor várias alternativas de tratamento. Será que Van Gogh escolheria continuar pintando no estado psicótico que o levou a cortar uma orelha e a dar um tiro no peito, ou preferiria pintar em estado normal, controlando formas e pincel do jeito maravilhoso que sabia fazer? Para tanto, bastava que concordasse em tomar lítio. Talvez, nas primeiras semanas, até acertar a dosagem adequada para seu organismo, seu desempenho em alguma área caísse um pouco, mas o risco de suicídio ficaria sete vezes menor com o tratamento.”

31 jan
Alexandre
Kelly
Fazendo o tratamento adequado ninguém fica em Depressão ou Mania por tanto tempo.

31 jan
ॐJéssιсα
Qual é a diferença do I para o II tipo de bipolaridade?O que é Transtorno do Expectro Bipolar?Quais são os 4 tipos citados na sua resposta?A medicação realmente dá lapsos de memória?

31 jan
Alexandre
Jéssica
Faz assim, deixa seu email pra mim. Assim poderei enviar os dois primeiros capítulos do livro pra vc, ai vc verá a explanação q faço sobre os tipos e aproveita e faz um Test Drive no livro...Quem quiser é só pedir.
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Mr. Jones

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Alexandre
Jéssica
Quanto a medicação x memória, alguns provocam de fato a perda. Mas tais medicamentos podem ser evitados.

1 fev
Julia
Alexandre, não sei se vc já respondeu, mais não li nas perguntas anteriores...Como vc descobriu q era bipolar? foi dificil aceitar?O que ainda é mais dificil?

1 fev
Pescador
Tem o tópico de outra bipolar com uma chamativa para o pré-conceito sofrido por portadores deste tipo de doença.Eu li que você não se importa com o julgamento das pessoas sobre sua doença, mas, todavia, acha válido um movimento cívico para tentar acabar com este tipo de pré-conceito existente? Conhece grupos organizados neste sentido?Ah! Estou querendo deixar um mail para você também, para saber identificar direito. Tudo certo?

1 fev
Vera
Alexandre
que boa essa iniciativa da entrevista. Faço parte sua comunidade, pois sou bipolar de carteirinha. Agora estou estabilizada. Tomo um estabilizador de humor, um ansiolítico para dormir e estou em fase de retirada do antidepressivo. Vejo que em muitos casos os bipolares, especialmente quando não estabilizados, vivem em função da doença. Como um dos pontos significativos dos bipolares é se sentirem incapacitados para a vida "normal", não sei se quando melhorei ou se melhorei porque percebi, que esse transtorno é mais um componente da minha personalidade e que não se isolar do mundo é o melhor prá nós.Vc acha que o bipolar reforça o preconceito que existe com a nossa condição?

1 fev
Anne
Apenas lendo.Me interessei em ler o seu livro Alexandre, se puder, mande-me.

1 fev
Alexandre
Julia
Internado, mas saindo do surto psicótico e recobrando meu senso crítico, fui diagnosticado como portador de Transtorno Afetivo Bipolar ou como era antigamente chamada Psicose Maníaco Depressiva.Para mim, talvez de uma maneira diferente de muitos que lutam contra o diagnóstico, foi um grande alívio identificar minha condição. Senti este alívio por saber que não se tratava de uma falha de personalidade ou de caráter e sim dos sintomas de uma doença, sabia que, dali para frente, nada seria pior do que já havia sido; agora, tinha em minhas mãos a opção de mudar meu futuro! Apesar da boa perspectiva confesso que fiquei um tanto “perdido”... Busquei literatura sobre o assunto e percebi que a existente era escassa, além de não responder questões simples as quais eu não compreendia. Então, fiz uma pesquisa extensa cujo resultado foi o livro. Nele, relato minhas experiências e as de outros bipolares para facilitar o entendimento destas questões.Desejo sinceramente com meu livro demonstrar que nossa “tribo” é muito interessante, criativa e sensível...

1 fev
Alexandre
Pescador
Rapaz,... preconceito é uma "M". E como portadores temos q lidar com isso.Acho q seria bem vinda esta iniciativa, mas se existe eu desconheço.Deixa seu email sim,.... ai posso te mandar os dois primeiros capítulos do livro.

1 fev
Alexandre
Anne
Já mandei os capítulos pra vc.

1 fev
Alexandre
Obrigado Vera.
Isso q vc trouxe é real. Tenho até um tópico no livro q fala sobre "O nosso preconceito" ou seja dos próprios bipolares.A pessoa não aceitar sua condição e lutar contra isso, muitas vezes é q origina o tal.

1 fev
Anônimo
Alê, parceiro...
Essa você conhece... é pra você... especialmente!!!!!!!!!"Se ser 'louco' é ser idealista como Platão, temperamental como Van Gogh, melancólico como Tchaikovsky, intenso como Chopin, precoce como Mozart, inovador como Júlio Verne, criativo como Chaplin, histérico como Fernando Pessoa, instigante como Agatha Christie, inconseqüente como Axl Rose, dramático como Jim Carrey, corajoso como Winston Churchill, intempestiva como Maria Caldas, nebuloso como Renato Russo, desregrado como Cazuza, trágico como Kurt Cobain, cativante como Robin Williams...se ser louco é ter o que dizem 'ser sentimentos fortes', intensos... então escolho a loucura. Fico ao lado dos grandes gênios, cada um em sua arte, profissão, vida, mas ainda assim, gênios. Prefiro ser essa contradição em pessoa, ora morrendo, ora vivendo, ora batendo, ora apanhando de mim mesma. Junto-me aos loucos para não ser como os 'normais', rotineiros, acomodados, sem sal, sem tempero, que baixam as cabeças, medrosos, previsíveis. Junto-me ao meu já amigo Albert Einstein, esse sim, um louco revolucionário...dentre outros. Na verdade, sou um pouco de todos. Todos tem um pouco de mim. Nós temos algo em comum. Loucura? Não. Somos todos BIPOLARES mesmo"...

1 fev
Alexandre
Bom,... agora vcs já sabem quem é Ana Paula Justino

1 fev
Zé Alguém
ALEXANDRE
Qual ou quais as diferenças entre o Bipolar A do B?Meu abraço.PS: Posso adicioná-lo?

2 fev
Vera
Alexandre
conheço seu livro e é muito interessante.Você conhece o livro "The Bipolar Disorder - Survival Guide"? É um livro muito interessante dando uma boa visão sobre como as pessoas nos vêem, como nos vemos e qual a visão do médico. Achei muito interessante pelo pouco que li. Há também o traduzido do inglês, um pouco mais caro. Vc acha que mesmo estabilizados, ainda somos diferentes da maioria das pessoas? Ou seja os traços ou resquícios da bipolaridade ainda continuam sem que a gente perceba?

2 fev
Alexandre
Zé Alguém
Faz assim, deixa seu email pra mim. Assim poderei enviar os dois primeiros capítulos do livro pra vc, ai vc verá a explanação q faço sobre os TIPOS e aproveita e faz um Test Drive no livro...Quem quiser é só pedir.

2 fev
Alexandre
Maria
Brigadão

2 fev
Alexandre
Vera
Ainda não conheço o livro citado.Penso q é uma questão de como fomos moldados,...Nosso ser veio a ser o q ele é com base em muitos fatores externos e internos, os principais talvez seriam o ambiente q fomos expostos e as transformações químicas de nosso cérebro; Isso é fato.No nosso caso o transtorno influenciou estas transformações químicas a ponto de que mesmo estabilizados não podemos modificar o q já está moldado. Um famoso psiquiatra americano disse q os bipolares estão a duas doses de uísque acima da humanidade em geral, ou seja, nem precisamos beber para sermos mais autênticos, corajosos e felizes. A questão é,... saber administrar tal moldagem e isso infelizmente é o q poucos de nós fazemos.

2 fev
♥♥Eliane♥♥
Medicação: Verdade e Tabus
Querido Alexandre:Fiz parte de uma comunidade cujo moderador se ofende quando definem Bipolaridade como uma doença. Se puderes, por favor, leia o tópico "TERAPIA ON-LINE: Existe um "APEGO" à doença?" , na comunidade "Bipolaridade". Estou apenas em início de tratamento. Tudo pra mim é novidade, mas de uma convicção não abro mão: A de que tudo será diferente daqui pra frente, pois acharam o diagnóstico correto para o meu problema. Fico triste em pensar que existem pessoas, jovens, com a vida inteira pela frente, que não queiram se medicar. O que tu achas disso?Obrigada, abraço.

3 fev
Zé Alguém
BOM DIA ALEXANDRE!
As pessoas mais próximas são mais afetadas pelo Bipolar.Quando estas viajam e o Bipolar fica só porque, aparentemente, ficam bem?A falta de um objetivo em se realizar profissionalmente é um fato?Também o desinteresse sexual é normal?Abraços

3 fev
♥♥Eliane♥♥
Me Enganei
A comunidade é "Bipolares", e não Bipolaridade, como tinha postado ontem.Obrigada.

3 fev
Alexandre
Eliane
Palmas pra vc Eliane. Suas respostas lá na comunidade Bipolares além de corretas são um grande incentivo para quem tem o transtorno a buscar o tratamento. Sua frase: “a bipolaridade tem como conseqüência mexer com o que nos é mais precioso: As pessoas amadas que nos cercam, nossos relacionamentos” foi de uma tremenda felicidade. Sim, pois sem o tratamento (incluindo o medicamento) somos muitas vezes insuportáveis.É isso aí,..... vc tá no caminho certo.Agora quanto a ele, infelizmente uma pessoa como esta, dono de comunidade dando um conselho tão inoportuno ainda influenciará a alguns com suas opiniões medíocres.
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Entrevista com Marina W.

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3 fev
Alexandre
As pessoas mais próximas são mais afetadas pelo Bipolar?Sim conforme comentei com a Eliane no post acima isso é um fato. Lógico q existem familiares de bipolares q tbém não ajudam, mas, em geral se estes estão bem informados cooperam muito com o bipolar. Quando estas viajam e o Bipolar fica só porque, aparentemente, ficam bem?Penso que isso seja muito relativo. Não podemos dizer q todos nós agiríamos assim. Acho até q se as circunstâncias mudassem nesta família o portador neste caso, mudasse de opinião.A falta de um objetivo em se realizar profissionalmente é um fato?Isso é um fato sim, é até muito comum ouvirmos relatos de bipolares q fizeram várias faculdades sem concluir nenhuma.... Mudanças de emprego são uma rotina na vida do portador,. Mas, fazendo o tratamento isso tende a diminuir.Também o desinteresse sexual é normal?O bipolar em questão toma antidepressivos como Fluoxetina ou Paroxetina? Um outro fator q possa levar a isso seja o humor na depressão. Isso influência muito o desempenho sexual.

7 fev
Ciríaco
interessante
este tópico, aliás, a comunidade, da qual passei a fazer parte.Minha pergunta, eis que em 2004 estive, pela primeira vez, em séria depressão, durante a qual consultei uma psiquiatra (o que muito me ajudou) que receitou-me fluoxetina (tá certo?) e Rivotril, durante algum tempo: COMO SABER SE O QUE TIVE FOI APENAS UN SURTO, PROVOCADO POR UM ACONTECIMENTO REAL QUE ME PROSTOU, OU SE FOI MANIFESTAÇÃO DE "TOC"?Minha psiquiatra não definiu isso muito bem...Grande abraço!!PS: se puder mandar os 2 capítulos de aperitivo...

7 fev
[ r ê ]
muito satisfeita
e feliz com essa entrevista...especialmente por ser com o alexandre que escreveu esse livro que eu PRECISO ler!

8 fev
Alexandre
Obrigado Rê
Vc é muito gentil.

8 fev
Alexandre
Ciríaco
Conheço um pouco do TOC, mas basicamente a nível de sintomas. Mas estive lendo no site do DR. G. J. Ballone, e o cara é fera. Ele disse: “O tratamento com antidepressivos é, preferentemente, a terapia farmacológica do TOC, principalmente quando não há co-morbidade com outro transtorno mental. Deve se iniciar com a monoterapia (um só medicamento).”E foi esse o tratamento feito por sua médica com a Fluoxetina. Já o Rivotril funciona como tranqüilizante tbém. (te faz dormir bem).Deixa pra mim seu email para q eu possa enviar os capítulos do livro.Forte abraço

8 fev
Anônimo
Olá Alexandre
em primeiro lugar devo dizer que achei muito boa a entrevista. Acabei de ler as 56 postagens anteriores a esta minha.Queria relatar meu caso pessoal primeiro: sou um jovem de 20 anos. normalmente sou retraído, mas às vezes, sobretudo em festas, acabo me soltando demais e fico até inconveniente. Detalhe: sem beber, sou semi-abstêmio. Depois fico com péssimo humor, chateado comigo mesmo. Sobre profissão, que vc já comentou, fiz um curso técnico de uma área que não gosto (eletricidade). Agora estou entrando na faculdade federal para cursar Letras. Enfim, sempre alternando entre os ditos "pólos". Lendo alguma coisaa respeito, me identifiquei com a descrição do ciclotímico, grau mais leve do transtorno bipolar. A pergunta é: que conselho você me daria? Acha que sou realmente "bipolar"?

8 fev
Alexandre
Ailton obrigado tbém.
Seria muito leviano da minha parte tentar enquadrar vc num diagnóstico qualquer. Não sou médico e não conheço totalmente a situação (sintomas, se existe alguém da família com o transtorno, etc...) Sendo assim meu conselho seria vc procurar um especialista, mas te adianto q sua descrição fecha com alguns sintomas do transtorno.

12 fev
Anônimo
oieeu tbm sou bipolarmas não consigo dizer isso aos meus familiaresna primeira tentativa, minha prima me chingou e disse que isso era desculpa para ser irresponsável, daí eu desistimeu pai ja percebeu que eu tenho "problema"e tanto que esse ano vai me mandar pro pscicólogo, acho bom pq ele pode saber por eles e ser orientado né?e apesar de sofrer muuuito quero dar um belo Ctrl c Crtl v no que vc dissesempre penssei isso"mas se me fosse permitido escolher nascer ou não bipolar eu diria sem nenhuma dúvida q preferia ser bipolar. "sou anarquista e prefiro assim do que ser uma guria bitolada e fútil,outra coisa é qdo eu quero chamar a atençao de quem eu gosto fico enchendo o saco e isso ao inves de aproximar, afasta eles de mim.as veses eu tenho vontade de buscar tratamento, mas tenho medo que isso me mude, gosto do lado critico e revolucionario de ser "louca"adorei a entrevista.bejaum

12 fev
EricaVotoAberto
Vc acredita que um bipolar pode já "nascer" bipolar, mas vc acredita que um bipolar pode ser "formado", através de um lar desestruturado, ou pais aventureiros, família com mudanças intensas durante a vida, etc?No caso de decendentes de bipolares... vc acha possível um filho de bipolar não desenvolver esse transtorno, ao levar uma vida mais leve, mais regrada, até no sentido mesmo de controlar o próprio humor?Faço essas perguntas pois sou filha de mãe bipolar, ela é tipo I e eu, irmã e pai sofremos muito com isso, com a instabilidade dela.Não que eu não queira me tornar bipolar ou tenha preconceito, longe disso... mas me acho tão.... controlada....

12 fev
Leo
Mentes Inquietas
Para quem quiser saber tudo sobre bipolaridade. indico o livro Mentes Inquietas de uma médica que é paciente de si mesma. A doutora Kay Jamison, Maior especialis ta mundial em disturbio bipolar, trabalha em uma das universidades mais conceituadas dos Estados Unidos, a Johns Hopkins, em Baltimore, conta sua história de luta contra a Psicose Maníaco-Depressiva. A doutora Jamison, há vinte anos sob medicação, acredita que os anti-depressivos são potentes o suficiente para permitir que os portadores da doença levem uma vida normal e até mesmo exerçam profissões como a dela.

13 fev
Alexandre
Carla
Gostei do seu depoimento, vc é muito autentica!!! Mas gostaria que vc reavaliasse o seu pensamento de que com o tratamento vc mudaria. Alguma coisa sim, mas sua essência continuaria igual. A grande diferença seria sua dor emocional q ficaria controlada. E ao meu ver pelo menos no meu caso isso foi de grande ajuda comparado com pequenas mudanças q o tratamento me causou... Vale a pena!!!

13 fev
Alexandre
"Uma Mente Inquieta"
Este é o nome do livro da KAY REDFIELD JAMISON. Muito bom por sinal, me ajudou muito na elaboração do meu(Digerindo a Bipolaridade).

13 fev
Alexandre
Erica
Erica - Vc acredita que um bipolar pode já "nascer" bipolar, mas vc acredita que um bipolar pode ser "formado", através de um lar desestruturado, ou pais aventureiros, família com mudanças intensas durante a vida, etc?Alexandre - Os pesquisadores mais conceituados no assunto não acreditam na hipótese de nos tornarmos bipolares por causa do ambiente, mas sim q já tínhamos os genes e o ambiente serviu como gatilho para acionar o transtorno.Erica - No caso de descendentes de bipolares... vc acha possível um filho de bipolar não desenvolver esse transtorno, ao levar uma vida mais leve, mais regrada, até no sentido mesmo de controlar o próprio humor?Alexandre - Queria destacar dois aspectos desta sua pergunta,...1º- Não pq a pessoa é filha de bipolar q necessariamente será bipolar, vc por exemplo pode não ter herdado os genes do transtorno de sua mãe e poderá levar uma vida normal. 2º- Muitos portadores antigamente não desenvolviam a doença, principalmente as dos tipos II, III e IV por levar uma vida tranqüila e sem gatilhos, mas acho q na atual sociedade em q vivemos isso é muito difícil.

14 fev
Leandro
Alexandre,Você acha que há a possibilidade de alguém hoje carregar o gene do transtorno em seu corpo e mesmo assim levar uma vida inteira normal sem nunca aquele ter se manifestado?

14 fev
Anônimo
Alexandre
Quanto à medicação/estabilidade, penso ser mais difícil que isso encontrar a "sintonia fina", que não nos faça perder nosso temperamento de fato,ou seja, que não nos torne robóticos nem apáticos. Essa tem sido a parte mais difícil do meu tratamento, saber qual é na verdade meu próprio temperamento sendo que nunca me conheci antes da bipolaridade.Como você conseguiu se reconhecer? Abraços!

14 fev
Cíntia
Xandre !!!!
Parabéns. Bela entrevista!Te amo!

14 fev
Kelly
Como saber se a "euforia" de uma pessoa é apenas parte de uma personalidade expansiva, ou se é fase de mania do Transtorno Afetivo Bipolar?Quais são os sintomas da euforia patológica?Todo portador de Transtorno Afetivo Bipolar deve ser tratado na fase de mania? Ou só os casos mais graves?A fase de mania não é desejável, para quem está com depressão?

15 fev
Alexandre
Leandro
Como declarei no tópico acima:Muitos portadores antigamente não desenvolviam a doença (apesar de possuírem os genes), principalmente as dos tipos II, III e IV por levar uma vida tranqüila e sem gatilhos, mas acho q na atual sociedade em q vivemos isso é muito difícil.

15 fev
Alexandre
Déia
Isso realmente é um problema já que tudo é novo no seu caso, mas temos q partir do principio q variações do humor todo ser humano tem, e o q difere no nosso caso é q tais variações na Alegria e na tristeza é q elas são patológicas, ou seja, fora da normalidade ou doentias. A sintonia fina vc encontrará. Sugiro q faça uma terapia de grupo com outros bipolares se houver aí em sua região. O feedback de outros portadores te ajudará a fazer esta sintonia fina. No meu caso isso foi fundamental.

15 fev
Alexandre
Kelly
Primeiro vamos aos sintomas,...Em meu livro cito o Dr J. G. Ballone médico psiquiatra, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da PUCCAMP, durante 21 anos ele diz o seguinte do pólo da Mania (euforia): - “...O humor elevado de um Episódio Maníaco pode ser descrito, incomumente bom, alegre ou excitado. Embora o humor elevado seja considerado o sintoma prototípico, a perturbação predominante do humor pode ser irritabilidade.- A auto-estima inflada tipicamente está presente, indo desde uma autoconfiança sem crítica até uma acentuada grandiosidade que pode alcançar proporções delirantes. - Quase que invariavelmente, existe uma diminuição da necessidade de sono. A pessoa, em geral, desperta várias horas antes do horário habitual, sentindo-se cheia de energia. Quando a perturbação do sono é severa, ela pode passar dias sem dormir e, ainda assim, não sentir cansaço.- Os indivíduos podem falar ininterruptamente, às vezes, por horas a fio. Seus pensamentos podem correr, freqüentemente, a uma velocidade maior do que pode ser articulada. Com freqüência, existe fuga de idéias, evidenciada por um fluxo de fala quase contínuo e acelerado, com mudanças abruptas de um assunto para outro.

15 fev
Alexandre
- A pessoa pode assumir, simultaneamente, múltiplos novos empreendimentos profissionais, sem levar em consideração possíveis riscos ou a necessidade de completar cada uma dessas investidas a contento. - Os indivíduos, freqüentemente, exibem agitação ou inquietação psicomotora, andando sem parar ou mantendo múltiplas conversas simultaneamente (por exemplo, por telefone e pessoalmente, ao mesmo tempo). - Expansividade social, otimismo injustificado, grandiosidade e fraco julgamento freqüentemente levam ao envolvimento imprudente em atividades prazerosas tais como surtos de compras, direção imprudente, investimentos financeiros tolos e comportamento sexual incomum para a pessoa, apesar das possíveis conseqüências dolorosas dessas atividades. - O comprometimento resultante da perturbação pode ser suficientemente severo para causar acentuado prejuízo no funcionamento ou para exigir a hospitalização, com o fim de proteger o indivíduo das conseqüências negativas das ações resultantes do fraco julgamento (por exemplo, perdas financeiras, atividades ilegais, perda do emprego, comportamento agressivo).”

15 fev
Alexandre
Perguntas da KellyKelly - Como saber se a "euforia" de uma pessoa é apenas parte de uma personalidade expansiva, ou se é fase de mania do Transtorno Afetivo Bipolar?Alexandre - Conforme vc leu nos sintomas a euforia deixa de ser somente uma característica da pessoa e passa a ser um exagero, uma caricatura, uma rascunho de mal gosto do q é a pessoa.Kelly - Todo portador de Transtorno Afetivo Bipolar deve ser tratado na fase de mania? Ou só os casos mais graves?Alexandre - Deve sim, a mania plena traz muito sofrimento para o portador e seus familiares e conforme descrito pelo Dr. Ballone muitas vezes a internação é o melhor remédio. Eu por exemplo fui internado 2 vezes fiz um verdadeiro strike na conta bancária e nos sentimentos de minha família.Kelly - A fase de mania não é desejável, para quem está com depressão? Alexandre - Este é o outro pólo, se vc está em mania não está em depressão. Agora se eu pudesse escolher não ficaria com nenhum dos dois, ficaria com a Hipomania (Hipo = baixo ou seja a baixa mania, quase lá, mas não lá) ou seja vc fica acelerado e feliz sem estar completamente surtado, mas mesmo assim é um estágio muito perigoso,...rs

15 fev
Anônimo
Alexandre
Creio que meu inconsciente me prega peças o tempo todo. Tenho 20 anos de psicoterapia e mesmo assim não consegui desvendar minha verdadeira personalidade. Já fiz terapia de grupo, terapia alternativa e todas aquelas coisas que fazemos quando não queremos encarar as coisas de frente, mas também não podemos "largar de mão". Fora isso tenho a tendência de me projetar nos outros, o que é uma merda para terapia de grupo. Me sinto literalmente o Woody Allen de saias. Minha vida se tornou um ciclo exatamente como o transtorno.Com a medicação perdi parte de minha criatividade e sinto muita falta da minha hipomanía.Você convive bem com uma vida tão temperada assim? Nada mudou no seu processo criativo depois da estabilidade?

30 jul
Genilda
Oi Alexandre!Dei uma lida antes em tudo para não repetir perguntas.Vou relatar rapidamento o que me aconteceu, mas vou adiantando que não soubipolar.Passei por um episódio de perda de memória a cerca de 10 anos, mas antes quea perdesse de fato, meu comportamento estava transtornado.De uma pessoatímida e controlada nas atitudes, passei a uma pessoa falante(falava horas a fioincansávelmente),praticamente não dormia, era agressiva com as respostas e deum comportamento meigo passei a um comportamento completamente eufórico.Ria muito ou me exasperava terrivelmente, até que perdi a memória e toda a euforia se foi.Me lembro apenas de um dos medicamentos que tomei na época, Carbamazepinae uns tranquilizantes que agora não me lembro o nome.Ficava depois disto como se estivesse em transe.Ouvia, via mas não respondia acoisa alguma.As idéias em minha mente não se organizavam para dar uma respostarazoável.Chorava todos os dias e não sabia o motivo.Demorei um ano para voltar a ter minha personalidade de volta, não tomo nenhummedicamento e tenho controle sobre mim.Como disse, foi um episódio, nunca mais se repetiu, mas quando estou sob pressãoou ansiosa, sinto um certo pânico, fico em casa com medo das pessoas, até meconvencer que tudo é normal, que não há perigo.Queria saber até que ponto este episódio que passei tem relação com a bipolaridadeou se não tem relação alguma.Passava por problemas de ordem pessoal até que vi meu comportamento alterado.

30 jul
Alexandre
Genilda
Você mencionou:"De uma pessoa tímida e controlada nas atitudes, passei a uma pessoa falante(falava horas a fio incansávelmente),praticamente não dormia, era agressiva com as respostas e de um comportamento meigo passei a um comportamento completamente eufórico. Ria muito ou me exasperava terrivelmente, até que perdi a memória e toda a euforia se foi."Todos os sintomas citados são de um surto eufórico que podem estar presentes em portadores de Transtorno Afetivo Bipolar. Mas é prematuro afirmar q vc seja bipolar.Monitore suas reações e converse com seu médico sobre seu pânico, isso é uma queixa relevante.Forte abraço

30 jul
Bacellar
Alexandre, fico feliz em ver que mesmo depois de tantos meses, você continua respondendo, porque gostaria de te fazer algumas perguntas!Eu tomo remédio psiquiátrico também. Já tomei um antipsicótico atípico, o risperidona, e hoje em dia tomo apenas um antidepressivo, o citalopram. Uma coisa que eu nunca entendi, e que talvez você pudesse me explicar é: qual o efeito do antipsicótico em bipolares?

30 jul
Alexandre
Rafael
RafaelEste link é sensacional na resposta a sua pergunta: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v24n1/11312.pdfAí vai o resumo:Estudos recentes têm demonstrado que a eficácia do lítio é significativamente inferior à descrita pelos primeiros trabalhos, embora ainda seja a medicação de referência no tratamento do transtorno afetivo bipolar. Apesar de um perfil de segurança desfavorável, os antipsicóticos clássicos sempre apresentaram um papel importante no tratamento desse transtorno psiquiátrico, especialmente como coadjuvante em sua fase maníaca aguda. Os autores, utilizando informação obtida no Medline, fizeram uma revisão acerca do papel dos antipsicóticos atípicos no tratamento dos pacientes bipolares. Baseado nos dados da literatura, a olanzapina mostrou-sebastante eficaz no manejo da MANIA AGUDA, quando uma média de 63,5% dos pacientes apresentaram melhora significativa em estudos duplo-cego controlados, apresentando ganho de peso como único efeito colateral relevante. A clozapina e, mais ainda, a risperidona apresentaram dados menos consistentes, grande parte emfunção de deficiências metodológicas dos poucos estudos conduzidos até o presente estudo. Os dados preliminares relativos à eficácia desse grupo farmacológico nos quadros refratários e nos sintomas depressivos são promissores, mas ainda não definitivos. Em relação a seus efeitos potenciais como estabilizadores do humor, não existem evidências conclusivas oriundas de estudos controlados, mas há interesse considerável para realiza ção de investigações em pacientes bipolares tratados com antipsicóticos atípicos por períodos de tempo mais prolongados. Pesquisas futuras poderão tornar mais claras essas possíveis características terapêuticas.


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"As fotos e vídeos não refletem, necessariamente, a opinião do entrevistado, sendo meramente ilustrativas e de responsabilidade da editora do Blog."
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2 comentários:

Anônimo disse...
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Ana Carla disse...
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